Vênus em Capricórnio - A Estrutura do Amor


A semana pós eclipse já está no meio e é bom parar um momento para sentir a repercussão da sinfonia celeste em seu íntimo.
As percepções em relação aos acontecimentos que irrompem em nossas vidas, ora se tornam claras, ora nebulosas, dependendo de onde e como esse eclipse tocou em cada mapa pessoal.
Muitas viagens e insights acontecem internamente. E é do interior da gente que emergem os conteúdos vitais de estarmos presentes em nossa vida.
Mas hoje o Planeta do Amor entrou em Capricórnio, signo terreno e sensorial. Portanto, voltemos ao corpo!
Nele as respostas que nos escapam podem ser trazidas aos limites palpáveis das estruturas que nos habitam.
Em nossos cinco sentidos vitais está a auto orientação.
Empoderamento e gozo ao encontrar contornos bem delimitados às questões existenciais mais etéreas.
Qual é o sabor do Céu pra você?
Na ponta da língua, silêncio. No céu da boca, estrelas.
E os nós vão desatando no tilintar de cada dente, osso no osso, nota musical no trincar de um não, no florescer de um sim...
Refinar o paladar, aceitar a mistura do amargo e do doce, ácido e refrescante, leve e pesado... apurando a aceitação do mundo e ampliando as dimensões do si mesmo.
Somos o sal da terra...somos a saliva confirmada no cálice da boca.
Palavras são armas e rosas. A língua e o falo podem ser espadas afiadas, ou o pingar do santo mel.
Vênus em Capricórnio nos acompanhará até março de 2014, retrogradando e buscando a solidez e seriedade nos relacionamentos. Em aspecto harmonioso com Marte e Lua também nesse signo, temos a oportunidade de aterrar em fatos concretos. Avaliar se o relacionamento em que estamos é realmente pra valer, de forma pontual e presente.
Depois de tanta água rolando, ora densa ora fluente, podemos trazer o profundo à terra firme.
Encarnar a abundância de recursos que a Deusa em nós vivifica, e vivenciar da forma mais humana, as características únicas de cada Vênus pessoal.
Buscar prazer, amor e intimidade no fio ascendente e concreto de um dia após o outro.
Não sem pensar aonde ele nos levará e sim como uma forma de ser capaz de reverenciar o dom de beleza da própria energia vital.


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