Perguntas de Ano Novo



Antes que dê aquele frio na barriga, na contagem dos segundos que faltam para adentrar o ano novo...e a gente se abrace e se beije na euforia do que virá nos próximos 365 dias... e chore um pouco e entregue em cada abraço, as nossas melhores esperanças, delicadas sementes da mais sagrada fragilidade humana...eu gostaria de olhar no espelho dos seus olhos e me fazer algumas perguntas de final de ano: Se o ano está morrendo, o que haverá de nascer?
Podemos consultar e interpretar a influência dos Astros em nossa vida e em nossa psique, como uma curiosidade, obra do acaso, que tem o poder de abençoar ou deitar por terra, os nossos melhores propósitos?
Teremos ouvidos de ouvir e olhos de ler nas entrelinhas, o que os Planetas Mensageiros, têm a nos dizer a respeito dos nossos caminhos e descaminhos?
Teremos a coragem de passar por processos curativos e retirar as máscaras que escondem nossa verdadeira beleza? Um por um, os véus do que teimamos em negligenciar?
É preciso atentar para a ressonância de que ninguém, nem mesmo Deus, pode “salvar” quem insiste em ignorar as leis da existência. Precisamos estar conscientes de que cada pensamento e sentimento negativo, críticas e julgamentos, geram doenças, intolerância, guerras e sofrimentos. 
Saber que ainda que sejam hábitos inconscientes, espalham-se como malefícios aos outros e, via de regra, retornam a nós.
Quem não reconhece nos frutos que colhe, o resultado de suas crenças, pensamentos e sentimentos se manifestando em sua vida, deve ponderar e refletir mais profundamente, a respeito dessa questão primordial que é a lei de Causa e Efeito.
Essa é uma Lei espiritual e também é uma lei da Física.
E por falar em ciência e de como estar ciente, voltemos a frisar a palavra consciência, para elaborar a pergunta de outra forma:
O que irá nascer em minha consciência nesse novo ano que se inicia, de forma que eu possa me reinventar numa pessoa melhor e criar felicidade em minha vida?
Desejo de alma e coração aberto, que consigamos em 2014, semear pensamentos e sentimentos positivos e irmos mais além, lançando sementes amorosas à todas as pessoas e desejando em igual medida, a saúde, sucesso, paz, amor e bem aventurança que desejamos a nós mesmos.
Se esse sonho for coletivo, a colheita será abundante e os frutos serão doces e deliciosamente compartilhados.
Tem coisa melhor para se sonhar?
FELIZ ANO NOVO!!!



Perguntas de Natal


Dizem que o significado mais profundo do Natal é o renascimento.
Assim, essa é uma data essencialmente plutoniana, porque fala da transformação e regeneração de nossos afetos.
Dizemos também, na superfície, que é uma data comercial, provavelmente não a verdadeira data do nascimento do menino Jesus e outros argumentos que circulam no astral.
O fato é que essa é uma data comemorada em família, o que alegra a muitos e entristece a tantos outros. Seja porque se está distante da família, porque se é solitário, pelo confronto com um parente difícil, reencontros com carências do passado... ou tão somente pelo cansaço que dá arrumar a casa cedo, preparar a ceia, sorrir para tantos e até franzir o cenho para alguém.
O Natal é uma data em que às vezes preferimos não pensar, por medo! Medo de sofrer. Medo de amar. Afinal, como se ama de verdade, fora dos clichês de amor e perdão que se vendem nesse dia, qual anúncio de margarina?
Qual é o preço que se paga por amar ou, mais especificamente, por não amar como Jesus nos amou?
Enfim, como extrair de dentro da gente esse potencial adormecido de aprender a amar incondicionalmente, exercitar a tolerância e acolher no coração a diversidade?
Como perdoar de verdade as ofensas, e mais especificamente, como jamais sentir-se ofendido?
Como perdoar a nós mesmos, por sermos imperfeitos no amor que expressamos aos outros e seguir recebendo o “ amor da vida”, que às vezes nem enxergamos ou não nos julgamos merecedores?
É possível viver em estado de Amor, como Ele viveu?
O Natal nos remete para fora do cotidiano e nos induz a fazer um balanço sobre a vida e de como a estamos vivendo. Nos atira de supetão ao momento presente e, é inevitável que perguntemos: Quem sou eu nessa família? Família é a de origem ou aquela com a qual sentimos maior afinidade espiritual?
E qual é a medida da tolerância nesse afinar-se ou desafinar-se com o “modelo” de se comemorar o Natal, como o aprendemos em nossa família?
É real o desconforto de se ver de repente, comendo demais, bebendo demais, mesmo sabendo dos que não tem o mínimo necessário para comer e beber?
Será então que essa data signifique distribuir presentes aos menos favorecidos?
Acredito que essas perguntas que fazemos intimamente no Natal, sejam um bom material de reflexão, ainda que seja mais salutar atentar para que elas não nos privem de estarmos presentes no Natal que acontece em cada Agora. Entende?
Aconteceu comigo. E por isso compartilho com vocês. Porque o Natal é compartilhar. E, sim, compartilhar com a família. Com os nossos vivos e os nossos mortos, que vivem em nossos corações, em nossos traços, em nossos rastros sobre a Terra. E com a humanidade inteira, dentro de nós.
Como diz Eliane Brum, “somos avassaladoramente semelhantes”, apesar das diferenças.
Amamos os nossos bem amados do fundo do coração e ainda que possamos nos esquecer disso, os levamos em nossa história, em nossas marcas e rugas, cicatrizes e lágrimas. E certamente, no nosso melhor sorriso.
A última pergunta que faço, sei... vamos seguir exercitando respostas até o último suspiro que liga a vida de cada um à vida de todos e à Vida maior: Eu amo a mim e aos outros, silenciosamente, e com toda a força da vida que me trouxe até aqui?
Em cada olhar generoso de nossa própria alma na alma do outro, podemos ver o melhor de cada um.
Porque só o espírito reconhece o espírito e reflete o sagrado. E isso é Natal.

Direções e Luzes - todo fim é um novo começo



Vivas ao grande herói Sol que adentra o signo de Capricórnio 21/12, quando seu regente Saturno está em Escorpião e, portanto, em mútua recepção com Plutão. O Magnânimo, sentado no trono do Senhor do Tempo, aumenta em força e profundidade as questões relativas à estrutura, individualidade, lugar no mundo e às concretizações humanas na matéria.
Vênus, também em Capricórnio desde novembro, continua nesse signo até março 2014, em ritmo lento, como que caminhando para trás... Na verdade, o que os olhos de quem os arregala como São Tomé não vêem, é que a direção do movimento do Amor, incide agora, e durante os próximos 4 meses, para dentro e para o fundo da escuridão do corpo e do inconsciente que há de parir uma nova consciência planetária.
Que dessa caverna brote a luz e a aceitação da humildade e grandeza de saber-se humano. Sim, é no interior que se aprofundam as questões relativas a revisão necessária de temas como relacionamentos, ambição, poder, amor maduro, conhecimento de si, esquecimento de si...
É menos um apegar-se a teorias e espelhos que objetivem uma identidade, uma imagem do self e mais um abrir de espaços interiores para a derradeira verdade de que somos a um só tempo a ínfima gota solitária e todo o mar...
A Lua está em Leão, em festa, como se fosse o próprio Sol - ego e espírito.
Ela, guardiã do fio prateado que nos traz à vida e nos dá passagem para a morte, nos envolve hoje com a alegria de desfrutar do calor e da companhia dos bem amados, sem grandes reflexões. Palpita, criança e fogosa e não seria de bom tom negligenciar um brinde a seu palpite.
Porém, já na tarde de domingo quando se harmoniza por elemento com a Vênus, dará escuta a esse movimento interno, persistente... e aí, talvez descubramos satisfeitos, que a exigência de amor exclusivo só nos faz sofrer. Percebamos que é possível, apesar do medo, o sair de si para reconhecer o lugar do outro. E que ainda vislumbremos, que os dons de todos, somados, nos faz mais fortes e libertos, para enxergar as sementes do amor, guardadas generosamente, em cada ser sobre a Terra.
Quiça essa Lua em nós, não mais tão cheia de si, pois vem minguando, centralize os nossos corações no amor maduro dessa Vênus Caprina que aponta determinada o caminho para dentro da gente.
Para que subamos com determinação as montanhas internas, circundando vales, transpondo abismos, seguindo sempre em frente...e além do espelho.
Quem sabe a gente se permita perder a identidade, para encontrá-la sem face e sem forma num lugar de paz dentro do peito.
Coração alado no Ar, a andar com leveza sobre a Terra, transformar-se corajosamente no Fogo e entregue inteiro às Águas transparentes do amor maduro, onde somos todos - oceano.



Lua Cheia em Câncer - Ode ao Feminino



O ápice de uma lunação acontece no primeiro dia da Lua cheia, que é quando a máxima oposição entre Sol e Lua, a torna perturbadoramente brilhante e magnética.
Cantada em prosa e verso, a Lua em plenilúnio atrai homens e mulheres que elevam para o Céu o olhar admirado, sem conter suspiros de encanto e fascínio pelo mistério do dom da vida...
Regente do signo de Câncer (a grande Mãe)  - a Lua em sua fase cheia transborda o feminino.
Feminino sagrado e feminino profano. A criatividade em sua fase mais fértil vai às últimas consequências, tanto na criação da vida em amorosidade e entrega, quanto em sua distorção em loucura, morte e destruição.
A medida que as culturas matriarcais conectadas com a intuição, inspiração e veneração da Natureza, foram caindo sob o jugo da violência patriarcal e suas rígidas estruturas, o princípio lunar feminino foi sendo ultrajado por um princípio solar competitivo que auto denominou-se soberano.
Em contraposição à divinização do falo, definiu-se o princípio lunar como receptáculo de instabilidade emocional, bruxaria e luxúria.
O sangue menstrual passou a ser considerado impuro e sujo a ponto de convivermos sem questionamento com as drogas que visam interromper o fluxo natural feminino. Chega-se até à intervenção radical da histerectomia a fim de livrar-se do “peso de ser mulher”.
Com o princípio feminino desrespeitado até as entranhas, a mulher distanciou-se de sua natureza primordial, perdeu poder sobre a espiritualidade de sua sexualidade e passou a sofrer de TPM, endometriose e outros distúrbios hormonais, que não existiam outrora. Aceitando sem questionamentos a sua condição de objeto de prazer, sentindo-se inferiorizada e incapaz de parir sobre as próprias pernas.
Em pleno século XXI, no afã de manifestarmos ideias que contribuam para os processos curativos do corpo e da alma, nessa Lua Cheia que já é Câncer, cabe lembrarmos da nossa ligação ancestral e espiritual com a Lua, mentora do corpo feminino e doce reflexo da aura prateada da Mãe Divina.
O Sol e a Lua não precisam estar em constante oposição, visto que são complementares e absolutamente presentes dentro de nós, assim como o Pai e a Mãe - princípios vitais.
A Lua completa seu ciclo a cada 28 dias, delineando as influências em nossa psique, de acordo com os seus aspectos no Céu e sua posição no mapa natal.
O Sol em seu ciclo de 365 dias nos recorda ao findar-se mais um ano de que completamos mais um ciclo. E para onde estamos indo?
Durante todo o ano de 2014 que será regido por Júpiter em Câncer, será a hora e a vez da Revolução Solar de cada um de nós se processar profundamente na esfera íntima e familiar. Dar-se-á início a um redirecionamento dos valores materiais para uma visão mais responsável e espiritual, de modo a nos transformar em homens e mulheres de uma nova era que desponta. 
O resgate do feminino se dará no revolucionar de visões reacionárias e preconceituosas, contando com a influência de Urano, que retoma seu movimento direto.
Despertará nas gentes a valorização do feminino sagrado, abrindo o chacra cardíaco de muitos para a coragem de percorrer o caminho do coração.
Que busquemos a cada dia o equilíbrio e harmonia das polaridades nos relacionamentos. Aprendendo a abrir mão de expectativas egoístas em nossas parcerias, em prol da celebração do casamento entre o Sol e a Lua dentro de nós mesmos.
Quando na Lua Nova o Sol e a Lua entrelaçam-se em simbiose, por vezes sentimos dificuldade em enxergar com clareza nossas questões emocionais e quem é o outro, separado de nós. 
Já na Lua Cheia, devido ao distanciamento de seus papéis, o espelho em que se miram os Luminares se torna mais nítido e claro. Vemos o reflexo do brilho do Sol na Lua e o reflexo da Lua sobre as nossas águas emocionais, construindo pontes conscientemente.
Se aumentamos a sede por transformação interior essa se fará possível e premente. Com serenidade e integração com a Natureza de que somos parte, substituiremos o medo pela confiança.
Entregues aos sagrados desígnios do Céu, o Sol e a Lua haverão de fertilizar e abençoar os nossos passos, traçando um lindo arco-íris à nossa passagem pelos ciclos eternos da vida.





Marte em Libra: Unificar sexualidade e coração

Urano está em Áries desde 2011, sinalizando o impulso cardinal por novos inícios e a urgência na renovação de caminhos decadentes. Marte, regente natural desse signo, entrou hoje em Libra, seu oposto/complementar, caminhando de frente e de ré pelo arquétipo do amor, até julho de 2014. 

O Planeta Guerreiro desarma-se de agressividade e impulsividade, para lançar mão de armas estratégicas de efeito moral. Para tanto, despoja-se da indumentária marciana inspirada no fogo e adentra nas vestes venusianas de ar, plasmadas por uma mente diplomática e elegante. 

Estão por vir novas teorias e discussões a respeito dos rumos do discurso amoroso, e do que virá a ser o casamento da nova era. Vamos ter esse tempo para tentar harmonizar os opostos, polir o próprio espelho e espelhar com autenticidade o que se quer de um relacionamento. Mais um ano para diferenciar verdade de fantasia, expectativa de realidade e carência de vitimização. Vamos pesar os prós e os contras dos relacionamentos íntimos e suas verdadeiras bases de sustentação.

Vênus no Céu em Capricórnio, inspira seriedade nas relações e parcerias. Na tensão que forma com Marte, Urano Júpiter e Plutão, é emergente que se assuma a responsabilidade pelo pacote inteiro da vida que se criou. Não existem vítimas nem algozes e cada qual deve reconhecer as crenças negativas que lhe trouxeram sofrimento e, a partir daí, vislumbrar uma reprogramação positiva, que adentre na sua vida juntamente com as promessas e esperanças do ano novo. 

Vivemos um ano de profundas transformações. As amarras sociais e sexuais que estiveram por séculos sob o jugo da sedução e de jogos de conflito, tendem a afrouxar seus laços em prol de uma maior transparência nas relações. Estamos fartos de tabus, preconceitos, mentiras e ardis nos relacionamentos. O que se almeja de verdade é uma realização sentimental, pura e simplesmente. Não aceitamos mais o engodo disseminado pela mídia, de que o amor se resuma a episódios de paixão avassaladora, nunca podendo contar uma história duradoura, que perdure na serenidade. 

O Céu denota enormes possibilidades para uma maior qualidade de amor e verdade nas relações. Nas palavras de Sri Prem Baba, é preciso unificar a corrente sexual com o coração. Aí sim a verdadeira intimidade acontece. 

Tirar a roupa diante do outro não significa se revelar. Isso é lugar comum na atualidade. Sim, o corpo é o veículo de purificação da personalidade, mas ainda é a superfície. É preciso caminhar em direção ao centro e permitir que ele se abra e acolha também a revelação do ser amado.

Um amor que se revele e se renove, só pode acontecer a partir de uma conexão desprovida de véus e subterfúgios. 

Na beleza e espontaneidade de ser tudo o que se é, fluindo como o sangue em nossas veias, de coração a coração.

Não force a barra!


No último dia da Lua minguante em Escorpião, o melhor a fazer é aceitar, conciliar e deixar assentar o que essa lunação proporcionou em vivência e aprendizagem.
Bora curtir o domingo aceitando que o que não rolou, não rolará na marra. 
Pelo menos não da mesma forma que você desejou!
A Lua inicia novo ciclo, na manhã do dia 02/12 e então diversos projetos podem ser plasmados com uma nova forma.
Até lá temos o dia de hoje que é no mínimo, tudo de bom:
A Lua Balsâmica é essencialmente curativa e estando conjunta à Mercúrio, propicia a abertura de canais intuitivos e de investigação para a elaboração de metas futuras. 
Além disso, vem inspirar uma maior intimidade com os próprios pensamentos e a transparência nos relacionamentos.
Não é de hoje que a gente vem se percebendo mais, enxergando virtudes e fraquezas, sem a tentação de projetar no outro o que é nosso. 
Por isso mesmo, aclara-se a certeza do que não se quer, não se suporta ou não se abre mão...o que é ótimo para gestar atitudes de inteligência emocional!
É preciso enviar mensagens precisas ao subconsciente, a respeito do que exatamente se quer e não unicamente daquilo que não se quer. 
Explico: não querer sofrer, por exemplo, é diferente de caminhar para a alegria de viver, concorda? A palavra felicidade também é um conceito diferente para cada um. Qual é a imagem da sua felicidade? Você acredita na sua capacidade para modificar o que não está bom na sua vida?
Mas... não é suficiente me afastar do que não quero?  Bem, é melhor do que o clássico "não sei..."
A diferença é a mesma entre o Sim e o Não.
Quando dizemos sim, ganhamos força. Se você já sabe o que não quer, agora é um pulo para criar o que realmente quer. Anime-se!
Facilitadores de todas as áreas estão reafirmando esses preceitos tão simples. E o maior dos Mestres, já dizia há dois mil anos:
“Onde não há resistência, não há dano.”
Aceite a vida como ela é e a faça melhor. 
Afinal, no mês de Sagitário, a palavra de ordem é: Abundância!