A ostra e a pérola


O relacionamento amoroso continua em pauta, eletrizando as mentes com os ares libertários de Mercúrio e Vênus, recém-chegados à Aquário.
Marte iniciou seu movimento retrógrado em Libra e colocou nos pratos da balança, os prós e contras dos relacionamentos afetivos.
Incita ainda, o poder de decisão e de renovação no dar e receber.
O carnaval passou e a folia escondeu algumas lágrimas e verteu outras.
A sabedoria do corpo vem sinalizando uma liberdade, que clama pela responsabilidade que lhe corresponde.
Quem quer novos ares e leveza no amor, deve primeiro libertar-se do peso das cobranças e expectativas desmedidas.
Rasgar a fantasia do auto-engano, que cega, que traz sofrimento, e enxergar a realidade dos fatos que está sempre nos dois lados que equilibram uma gangorra.
A Lua em Gêmeos quer descontração e finge que não se aflige. Mas eis que Quiron encosta sua ferida acesa no Sol Pisciano.
Toda ferida que vaza, arde ou purga no meu bem, também vaza, arde e purga em mim.
Pois o que se passa com quem me espelha não pode deixar de me afetar.
É preciso refletir sobre a vantagem que se crê obter ao apegar-se a uma dor irracional, incrustada no subconsciente.
Se dar conta de que essa dor é a pérola que aguarda silenciosa o momento de ser colhida. Ela se dói para chamar a sua atenção. Sinaliza o escuro e a emergência de vir à luz.
Assim como o impulsionar incessante de partículas, é invisível aos olhos da matéria, a visão repentina da solução de um problema, pode acontecer em meditação.
Com a mente vazia, podemos perceber com clareza, tanto o que se passa dentro da gente, quanto ampliar a percepção do que nos impede de compreender o outro.
Porque a alma sabe enxergar a chama do amor que arde em seu interior.
E é só com esse olhar que pode reconhecer o amor que vive dentro do outro.




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