CORAÇÃO ENCAPSULADO - COMO CARREGAR ESSA CRUZ?


Cuidado! O advento da Grande Cruz Cardinal desenhando-se no Céu há semanas, não pode tornar-se uma armadilha que arrebate seu ânimo, roube a sua força, provoque taquicardias e o paralise na indecisão e no medo.
Não permita que a negatividade invada o labirinto energético de que você é feito, gerando eventos desestruradores em sua vida.
Carregar o Céu como um peso no corpo não é uma atitude inteligente. Não lhe trará vitalidade e só fará aumentar os seus níveis de cortisol.
Não existe nenhuma conspiração divina que esteja afrontando o que você é, deixa de ser, ou deveria ter sido.
Se você embarcar nessa perspectiva, ela se tornará real, atuando como um catalizador negativo. Ela será uma “entidade” a exigir num tranco, que você processe a reconstrução de tudo o que é imperfeito e errante em sua vida.
Mas que conversa de maluco é essa?
Essa Cruz Cardinal não é algo projetado para o futuro, com o intuito de gerar ansiedade, pressão e confronto, para que você se torne algo diferente do que já é. Não!
Ela está acontecendo no seu hoje, enquanto você inspira e expira automaticamente. Essa cruz é uma oportunidade porque ela é e está em seu corpo - agora!
Basta que você se dê conta disso, apercebendo-se no exato instante em que lê esse texto, que o ato de respirar não faz de você um autômato. Mas um ser vivo. Que tem consciência. E que tem valor, unicamente por existir.
O ato de respirar pode envolver a sua atenção consciente e ser um exercício de gratidão. Afinal, a vida que está ao seu redor, dentro de você e em todo o espaço sideral, lhe foi dada como um presente. 
Um presente de amor!

Voltemos ao Céu de fora, trazendo-o para dentro e foquemos num outro aspecto celeste que, por não abarcar tanta tensão, não chama tanto a atenção como a Grande Cruz Cardinal, embora não seja menos emergente:
A Lua, Netuno, Vênus e Quiron estão em Peixes, em harmonia com Júpiter e Saturno também em signos do sentir.
Tal qual um poema tecido em delicadezas, nos versos subliminares da dança das águas, eis que a sacralidade do ser ressurge das dores e incompreensões que atraimos como co-criadores desse mundo.
Medite em seu Céu interior e harmonize-se com todo o Universo.
Diz o poeta que tudo vale a pena, se a alma não é pequena. Se renunciarmos a carregar o Céu como uma Cruz em nosso corpo, começando a duvidar de que o inimigo esteja fora da gente, a alma cresce, ganha voz e poder.
A resposta do labirinto que nos aprisiona na ansiedade e depressão está na incapacidade de vermos que sob todas as faces aparentes ou ocultas, o Amor impera e respira!
É preciso surfar na onda de que o Céu particular de cada um é de sua inteira responsabilidade. Ainda que estejamos sujeitos a tsunamis, a vida é boa e maravilhosa!






Lua de Sangue, sangremos pois.



Toda terça feira é dia de Marte, o dia do guerreiro, do herói em ação na luta da vida. Esta terça, porém, será o dia do anti-herói, já que os Céus proclamam um mínimo de ação e um esforço maior no acolhimento de emoções emergentes. Nosso universo sentimental está vulnerável e prestes a se derramar. 
Somando-se à cruz cardinal que se desenha há meses no Céu e onde Marte é um de seus vértices, temos ainda Júpiter, Urano e Plutão em cada um de seus lados, sustentando um nível sobre humano de tensão que vem pipocando nos 4 continentes e "cozinhando" um stress tal, que é como estar numa panela de pressão, prestes a explodir.
 No dia 15/04, mais precisamente às 1:15 da madrugada, teremos um eclipse lunar total. Esse fenômeno ocorre quando a Terra se alinha entre a oposição do Sol e da Lua e esta penetra no cone de sombra projetado pela Terra. Ao invés do máximo brilho da lua Cheia, teremos uma aparente escuridão.
A Lua se mostrará vermelha, exposta e nua, vertendo-se em sangue e conjunta a Marte nos tons e sobre tons vermelhos das paixões humanas. Já estamos sentindo, por vezes, uma dificuldade de racionalizar todas as mudanças que estão acontecendo dentro da gente. Emoções internas, por vezes incompreensíveis e que merecem respeito e cuidado. Voltar-se pra dentro é desmascarar o medo e ver-se completo em si mesmo e em harmonia com o todo.
Toda Lua Cheia representa o ápice de um ciclo que teve início com a Lua Nova. No caso, essa lunação ariana vem trazendo novos começos e com Urano nesse signo, também finais repentinos. Portanto, um eclipse é sempre uma oportunidade de olhar pra dentro, pois, como fica mais difícil racionalizar, só nos resta aguçar a percepção sensorial. Sentir, intuir, meditar e confiar. 
Acontece também, que estamos na semana vivenciada entre os cristãos como a Paixão de Cristo e no dia exato em que os judeus comemoram a Páscoa Judaica. Analogias ao fim do mundo, salvação dos pecados pelo sangue do cordeiro (Áries) etc, são simbologias que merecem uma nova leitura a fim de validar a entrada do novo. O desejo maior de uma era de maior consciência sobre a Terra. 
Precisamos questionar crenças obsoletas de diferenciação pelo sangue de raças, povos, religiões, etc, não apenas com as células cerebrais, mas com as entranhas do corpo. O corpo é mais sábio que os pensamentos que circulam no astral! 
Que Marte em Libra, cansado de guerra, possa nos inspirar a revolução do amor, para que prevaleça a consciência de uma única raça: a humanidade. (Vênus conjunto a Netuno em Peixes). 
Que essa e as outras Luas de sangue que virão ainda em 2015, possam simbolizar o lenitivo para essa sangria interminável que tem sido a disputa de egos sobre a Terra.
E que o encontro de almas seja de êxtase e alívio, após a explosão...

ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

 A Lua no Céu quando em Gêmeos e em função de seu caráter volúvel e volátil, traz uma predisposição para a diversidade de ideias, nos lançando de encontro à superficialidade de apelos externos.
Em harmonia com a urgência de Urano em fogo e Marte e Vênus também em signos de ar, essa Lua estimula “neurônios de movimento” pela excessiva atração que temos de estar fora do si mesmo: ruídos, luzes, cores, ofertas de entretenimento e múltiplas possibilidades de escolha.
É prudente abandonar os pensamentos desnecessários e, se não der para ouvir o silêncio, expressar-se de forma honesta e não manipuladora.
As contradições e tensões do Céu de abril devem ser encaradas também de forma corajosa e positiva, já que nos obrigam a sair da zona de conforto e impulsionam o corpo a se mexer, o cérebro a funcionar e o espírito a se revelar.
Ao iniciar o final de semana, despe-se da dualidade e entra no domicílio de Câncer. Somos organicamente conduzidos a trazer sensações à consciência do ventre.
Júpiter expande a imaginação lunar, numa interação que revela o Sagrado Feminino e o buscar em si mesmo, o altar de um lar.
Entretanto, enquanto a Lua troca de pele e se opõe à Plutão em Capricórnio, o Senhor do Subconsciente espelha em nós a sombra do mundo e do imundo.
Agora, as individualidades podem se dar conta de que a responsabilidade de tudo e de todos cabe a cada ser inteligente em jornada sobre a Terra.
É tempo de curar tanto lamento. Permitir que a dor chegue, transforme e abandone. Descobrir que o sofrimento é opcional e deve ter um prazo de validade. Se dele não soltarmos as unhas, torna-se um modo miserável de se viver. Ou, o que é pior, uma escolha miserável de vida.
O que virá não pode ser mau, posto que é o despertar de um sono longo de omissão. E custe-nos o que custar podemos fazer do corpo a dança e a oração. Ascender a própria chama num coro de gratidão. No cósmico e no erótico, parir o amor profundo. Do âmago do imundo, honrar a alma do mundo.

NO PORTAL DO ANO - A TRAVESSIA



Na primeira fagulha do que será o rebento desse novo ano astrológico, vem a termo a forma explosiva da lunação ariana, na urgência dos quereres. Urano conjunto ao Sol em Áries, é o grito do ego coletivo que ousa desnudar a sua força. 
Plutão no signo do bode, urge a derrocada dos pseudo poderes. E Júpiter, grávido de lua, expande o quadro, agregando toda a família humana, num mesmo ardor por justiça, liberdade, amor, fraternidade...
Fogo inspirador aceso no crepitar de todos os inícios, Áries é o arquétipo do guerreiro que não foge a luta. Marte porém, exilado em Libra, é o guerreiro cansado de guerra que sente-se acossado, entre a espada e a rosa...Sua cruz é escolher qual das duas traduz os desejos da alma cósmica. O que você acha?
Tantos e quantos estão se separando, se encontrando, sobrevivendo ou morrendo... para que nasça o novo e o verdadeiro?
A briga parece feia, mas depende do ponto de vista de quem a vê. Quando subjugados na insustentável condição humana, somos reféns de um astral coletivo, orfão de estrelas...
Porém, se enxergarmos a partir de uma visão holográfica e holística, poderemos ascender e transcender as aparências.
Sabemos que as aparências enganam até quando tornam-se a mais pura realidade. Firmam-se na crença irredutível da matéria, do inconsciente que sofre por antecipação, do tilintar dos portais frente ao medo da travessia.
A travessia? É movimento, o soltar das amarras, o tatear a nova face... É o agora, em que a vida brota por todos os lados e viceja!
E quando nessa madrugada, a Lua se veste com a pele do Touro, quer acolhimento e passa a dar forma aos sonhares e pensares.
Ela quer segurança, praticidade e validação.
Deita-se qual lenha corpando os desejos da alma na terra, para que o ágil carneiro, no caminho do sol de cada um, percorra as colinas dos sonhos tocando seus limites e texturas.
O beijo do Divino concorda. E não condena o Céu de ninguém.