ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

 A Lua no Céu quando em Gêmeos e em função de seu caráter volúvel e volátil, traz uma predisposição para a diversidade de ideias, nos lançando de encontro à superficialidade de apelos externos.
Em harmonia com a urgência de Urano em fogo e Marte e Vênus também em signos de ar, essa Lua estimula “neurônios de movimento” pela excessiva atração que temos de estar fora do si mesmo: ruídos, luzes, cores, ofertas de entretenimento e múltiplas possibilidades de escolha.
É prudente abandonar os pensamentos desnecessários e, se não der para ouvir o silêncio, expressar-se de forma honesta e não manipuladora.
As contradições e tensões do Céu de abril devem ser encaradas também de forma corajosa e positiva, já que nos obrigam a sair da zona de conforto e impulsionam o corpo a se mexer, o cérebro a funcionar e o espírito a se revelar.
Ao iniciar o final de semana, despe-se da dualidade e entra no domicílio de Câncer. Somos organicamente conduzidos a trazer sensações à consciência do ventre.
Júpiter expande a imaginação lunar, numa interação que revela o Sagrado Feminino e o buscar em si mesmo, o altar de um lar.
Entretanto, enquanto a Lua troca de pele e se opõe à Plutão em Capricórnio, o Senhor do Subconsciente espelha em nós a sombra do mundo e do imundo.
Agora, as individualidades podem se dar conta de que a responsabilidade de tudo e de todos cabe a cada ser inteligente em jornada sobre a Terra.
É tempo de curar tanto lamento. Permitir que a dor chegue, transforme e abandone. Descobrir que o sofrimento é opcional e deve ter um prazo de validade. Se dele não soltarmos as unhas, torna-se um modo miserável de se viver. Ou, o que é pior, uma escolha miserável de vida.
O que virá não pode ser mau, posto que é o despertar de um sono longo de omissão. E custe-nos o que custar podemos fazer do corpo a dança e a oração. Ascender a própria chama num coro de gratidão. No cósmico e no erótico, parir o amor profundo. Do âmago do imundo, honrar a alma do mundo.

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